Dois jovens israelenses que estiveram entre as vítimas do maior ataque terrorista perpetrado contra Israel em toda a sua história chegaram ao Brasil nesta semana em visita destinada a compartilhar seus testemunhos, alertar o mundo sobre as condições de cativeiro impostas pelo Hamas e reivindicar, diante da comunidade internacional, que os reféns ainda mantidos em Gaza sejam libertos. Sapir Cohen e Sasha Troufanov estavam no kibutz Nir Oz, no sul de Israel, quando o ataque do Hamas começou em 7 de outubro de 2023. Ambos foram sequestrados e levados para a Faixa de Gaza; ela foi libertada após 55 dias de cativeiro, enquanto ele permaneceu detido por quase 500 dias.

O relato de Sasha Troufanov é particularmente perturbador em sua crueza. O jovem afirmou que passou mais de oito meses em um túnel subterrâneo, com acesso mínimo de alimento e água precária, submetido a violência psicológica sistemática. Antes de ser solto, soube que seu pai havia sido assassinado durante o próprio ataque. Em entrevista, resumiu a experiência com uma precisão sombria: “você entende que a sua vida depende de cada palavra que você diz, de cada gesto seu”. A narrativa de Sapir Cohen, embora mais curta em duração, não é menos impactante: separada de Sasha durante o cativeiro, a jovem sobreviveu à brutalidade do confinamento e à incerteza sobre o destino do companheiro.

A visita ao Brasil inseriu-se num esforço coordenado por grupos de defesa das famílias dos reféns para manter o tema na agenda diplomática e midiática global. Com mais de 100 reféns ainda mantidos em Gaza, segundo dados do governo israelense, a pressão internacional sobre as negociações mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos permanece como um dos únicos instrumentos disponíveis para a libertação dos demais cativos. A vinda a São Paulo incluiu uma cerimônia em homenagem a sobreviventes do Holocausto, a fim de reforçar a linha de continuidade histórica entre os crimes do antissemitismo e a violência terrorista contemporânea.

No Brasil, a visita repercutiu com particular intensidade entre a comunidade judaica, estimada em cerca de 120 mil pessoas só no Estado de São Paulo, que acompanhou a chegada dos dois jovens com comoção e solidariedade. Organizações comunitárias realizaram eventos de acolhimento e debate, num esforço de manter acesa a memória da tragédia sem alimentar a escalada de ódio que o conflito tem produzido em múltiplas sociedades ao redor do mundo.

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Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe

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